Um Reino chamado: Carnaval (1)

Sobre as músicas do Carnaval - a mais e a melhor... e algo mais

Por Viviane Nonato
Todo ano é a mesma luta e como cansei de falar o que penso para outras pessoas e depois ver elas publicando como textos ou opiniões próprias, vou eu mesmo escrever e te contar…
Quando que a música baiana e as premiações de Carnaval vão entender a diferença entre mais e melhor?
Esse ano depois de grande escassez criativa nas músicas dos carnavais passados, tivemos duas músicas com jeitinho e carinha de Carnaval de Salvador, uma que deu um fôlego à mais para a banda É o Tchan, um pagode baiano dos bons, com refrão chiclete e sem os gritos estridentes que não dizem nada, “Bota a cara no sol”, a outra que fez renascer o rei da rua e das músicas inesquecíveis de vários outros carnavais, “Minha Deusa (Cabelo de chapinha)”, uma retomada do galope que nos fez fãs inveterados do Chiclete com Banana e de seu hoje solo Bell Marques.
As outras são as outras… Daniela lançou mais um hino do Carnaval, Ivete ficou no Farol rodando em 360 e Claudinha abusou do espanhol e do coração… Saulo quer pipoca e respeito… Tomate deu tudo de si, mas foi intimista e “fokaldo”, o Babado resolveu se conformar apenas com a Descidinha e Cheiro fez a proposta indecente e ainda não responderam, Léo Santana ficou de deboche e Psi, bem o Psi e todos os outros cantaram a música que pegou, não a melhor, mas a mais tocada… Tra, Tra, Tra… Colou… Bateu… Ficou, mas tá longe de ser a melhor, seu título é a mais, a música do Carnaval… disso não tenho dúvida e quem disser outra tá mentindo, a “Metralhadora” já ganhou… Mas fica a dúvida será que toca no ano que vem?
Quem ouviu “Mulher Maravilha” esse ano, “Ziriguidum” ou ainda o Lord inventando moda? As músicas que ganhavam antes, bem antes, ainda tocam…
Passando das música anuais, eu fico com as melhores músicas do Carnaval 2016, dos veteranos É o Tchan e Bell Marques, aliás bem resgatados e souberam mostrar que ainda tem muito fôlego para muitos carnavais…
Sendo assim, que os fãs não me crucifiquem mas como diz Kanário, depois de nóiz é noiz de novo…
Para Bell e É o Tchan, meus parabéns e até ano que vem… a Vingadora, parabéns e aproveite 2016 e tentando mudar a história para conseguir chegar em 2017, ser revelação na Bahia é praticamente mau agouro no Reino do Carnaval…hoje em dia.
Como diz o querido Xandy do Harmonia: as coisas continuam, DAQUELE JEITO… Daquele Jeito…

 

1 Comentário on Um Reino chamado: Carnaval (1)

  1. Manoel Clovis Bomfim // 12/02/2016 em 00:01 // Responder

    Parabéns, uma excelente debulha sobre o reinado da musica baiana! Tempos passaram em que se faziam melodias para ser acompanhadas por um ritmo, que tendo ou não algum refrão, eram e ainda são agradáveis de ouvir, cantar e dançar! Os corpos sedentos de alegria acompanhavam a sua vibração, que se tornavam verdadeiros encantos nas avenidas do carnaval.
    Hoje, o que mais parece, é que os compositores não passam de verdadeiros fazedores de refrãos para agradar uma massa que não faz questão de ouvir uma melodia, mas que se sentem bem com um simples sacudido repetitivo que mais parece uma malhação do que uma dança em se. Tudo isso faz parte de uma nova geração que conseguiu pegar o Axé music valorizado por Luis Caldas com a musica fricote e transformar num novo ritmo que poderia ser chamado de “Achér music”.

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