PARADA DO ORGULHO LGBT : festa ou manisfestação?

Enquanto isso, continuaremos nossa luta diária pelo fim da LGBTfobia

Um imenso tapete colorido se estendeu pelas ruas do campo grande no último domingo (13), para receber a tradicional Parada Gay, que comemora sua 14ª edição em Salvador.  O evento que reuniu mais de 10 mil pessoas, segundo estimativa da Policia Militar da Bahia, teve como tema “Respeito por Direito”.
Alguns críticos pensam que para ser justo, uma vez que a parada é uma manifestação que luta pelos direitos dos gays, lésbicas, transgêneros, transsexuais, travestis e bissexuais, o evento deveria chamar-se “Parada do Orgulho LGBT” para garantir a representação de todos os gêneros do movimento.
Para uma parcela da sociedade, é indiscutível que a Parada Gay virou festa e é lembrada como um “carnaval” fora de época, perdendo a identidade política e social; e ainda, aquela ideologia que une o movimento se perdeu e junto com ela, perdeu-se também a credibilidade do evento. Entretanto, outros defendem que,  independente do formato que é apresentada a Parada, este evento grande e público sempre será a maior ferramenta de luta da militância LGBT, por isso deve continuar.
É fato que a Parada é positiva e alcança seu objetivo de dar visibilidade à luta da população LGBT contra homotransfobia e pela efetivação dos seus direitos. Mas, esse é o enfoque? Exatamente! Chamar atenção da sociedade para uma luta que deve ser reconhecida, respeitada e admirada. Sim, admirada, pois ser um LGBT não é fácil! É necessário ser corajoso para assumir essa orientação e identidade diante de uma sociedade tão conservadora.
Por isso a Parada do Orgulho Gay é uma importante oportunidade da população de gays, lésbicas, trans e bi, considerados minorias, mostrar para sociedade que existem; que são muitos e estão unidos na luta pela visibilidade LGBT e pelo direito de amar livremente como é feito pela maioria das pessoas diariamente.
Obviamente a Parada deve acontecer anualmente e com certeza através dela,  a população LGBT conquistará maior atenção da sociedade e principalmente do poder legislativo, acerca da necessidade da Constituição Federal atender aos anseios da comunidade LGBT em todos os âmbitos, sociais, segurança, saúde, educação, cultural, dentre outros.
Enquanto isso, continuaremos nossa luta diária pelo fim da LGBTfobia  com muita informação, amor e alegria.
Por Larissa Moraes

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