Azul (não) é cor de menino e rosa (não) é cor de menina.

Desde sempre, por meio da cultura que estamos inseridos, somos educados ainda quando crianças a seguir padrões impostos pela sociedade

Desde sempre, por meio da cultura que estamos inseridos, somos educados ainda quando crianças a seguir padrões impostos pela sociedade. E aqueles que não se adaptam a essas normalizações são tratados de modo preconceituoso como “diferentes”.
Meninos devem agir de uma maneira e meninas de outra. Deste modo, através do modelo aprendido, a heteronormatividade é legitimada como a “correta” dentro da sociedade. Havendo então um comportamento esperado tanto para homens quanto para mulheres.
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Podemos perceber com isso que a forma como vivemos nossos desejos sexuais, ou como somos identificados, homem ou mulher, está relacionado com o que é definido como apropriado culturalmente.
Não podemos esquecer que tanto a masculinidade, quanto a feminilidade vêm sendo construídas e reconstruídas pela historia e pela cultura, por isso não devem ser tomadas como realidades imutáveis.
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Imaginem se nossa sociedade se prender as concepções retrogradas padronizadas de homem e mulher. Onde homens são vistos como responsáveis pelo sustento da família, e mulheres responsáveis pela arrumação da casa e educação dos filhos.
Esses padrões estão impregnados na sociedade de modo tão forte que se encontram inclusive nas relações entre LGBT.  Quem tem as características consideradas como a do “homem”, são vistos como o ativo e quem tem características consideradas como a da “mulher”, são vistos como passivo, no sentido de que o ativo é supostamente superior ao passivo, dentro do padrão machista de relacionamento onde o homem é, visivelmente, colocado como superior a mulher.
Nada contra os padrões heteronormativos, apenas não podemos aceita-los como sendo absolutos, e ainda, impostos de forma violenta, machista e sexista.
Infelizmente, para nossa sociedade o que é correto deve estar padronizado, e a possibilidade de se desviar desse caminho ainda é algo árduo. Há uma resistência exorbitante em compreender a diversidade sexual, pois nossa sociedade não foi educada a conviver com a homossexualidade e transexualidade. As crianças são ensinadas que existe apenas o homem e a mulher, e tudo aquilo que for contrário a isso, é anormal.
E você, leitor, deixaria seu filho ser educado no âmbito escolar por um professor transexual? Ou permitira sua filha passar um final de semana na casa de um colega cujos pais fossem homossexuais?
Serão nossas formas de educá-los que afetarão radicalmente a forma com que as nossas crianças enxergarão o mundo no futuro. Não nascemos preconceituosos, nos tornamos assim.
Porém, ainda que a hegemonia heteronormativa esteja imposta pela sociedade, a visibilidade LGBT está gradativamente aumentando. Com isso, é possível que num futuro próximo a população perceba que os LGBT não são minorias, mas cidadão comum, e ainda, que a diversidade sexual e de gênero é saudável para sociedade.
Sejamos mulheres, homens, travestis ou transexuais. Sejamos bissexuais, heterossexuais ou homossexuais. Independente de qualquer vontade opressora: sejamos apenas humanos felizes que respeitam os direitos do próximo.
Por Larissa Moraes

2 Comments on Azul (não) é cor de menino e rosa (não) é cor de menina.

  1. Parabns pelo website, assunto interessante. Olha, alguma pessoa j conhece esse colcho novo o famoso colcho inteligente pra me dizer se confivel? O programa la do sbt tava falando que ajuda a dormir. http://ocolchaointeligente.com.br

  2. Gostei do post, bom post. Pessoal, voc j comprou aquele colcho que novidade o tal do colcho inteligente pra me informar se igual o da propaganda do rdio? Ouvi um neuro la na Globo falando que ortopdico. http://ocolchaointeligente.com.br.

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